
A composição química preserva marcas de interação com água líquida. Diferente da maioria dos meteoritos de Marte, o Teghaza 001 traz proporções minerais raras que comprovam reações com fluidos hidrotermais em momentos antes de a rocha ser ejetada do planeta.
Da África para os laboratórios espaciais
Oito fragmentos da rocha foram resgatados no Mali em 2022. Ao todo, as peças pesam 798,5 gramas, sendo o maior bloco com 442 gramas. O material foi lançado ao espaço pelo impacto violento de um asteroide contra Marte no passado remoto.
Nova técnica de datação a laser encurtou a análise. Desenvolvido no Caltech (Instituto de Tecnologia da Califórnia), o método permitiu analisar grãos minúsculos sem dissolver a amostra, reduzindo o tempo de verificação de um mês para apenas um dia.
Pesquisadores rastrearam 13 possíveis crateras de origem no solo marciano. O mapeamento comparou os dados minerais do meteorito com registros colhidos em órbita e por veículos robóticos da Nasa, como os rovers Curiosity e Perseverance.