
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O presidente da Fifa (Federação Internacional de Futebol), Gianni Infantino, recorreu ao governo de Donald Trump para obter uma autorização de trabalho para sua empregada doméstica nicaraguense, depois de o governo americano revogar o status legal da funcionária. As informações são do jornal New York Post.
Conforme o periódico, o dirigente ítalo-suíço de 56 anos recorreu a um assessor com conexões políticas para intervir junto a autoridades federais de imigração, em favor de Yajarlin del Socorro Fernandez, 33.
De acordo com documentos a que o NY Post teve acesso, a mulher seguiu empregada durante meses, mesmo após a revogação de sua autorização de trabalho.
A Fifa e Infantino não responderam aos questionamentos enviados pelo jornal americano.
Em janeiro de 2026, Yajarlin obteve uma autorização de trabalho vinculada ao Departamento de Segurança Interna, após o círculo íntimo do dirigente utilizar um endereço supostamente falso, em vez de informar a residência onde ela realmente vivia e trabalhava para Infantino e sua família.
Segundo fontes a que o The Post teve acesso, a esposa de Infantino, Leena, foi a responsável pela contratação da funcionária, antes mesmo de ela ter obtido uma autorização de trabalho inicial.
Carlos Cordeiro, ex-banqueiro do Goldman Sachs –que recentemente deixou a Fifa após o plano frustrado de Infantino de vender direitos comerciais de torneios da entidade a investidores privados– foi quem articulou o arranjo a pedido de seu chefe.
Procurado pelo The Post, Cordeiro se recusou a comentar seu suposto papel nos documentos migratórios de Yajarlin.
Infantino, que enfrentará uma eleição presidencial em março de 2027, passou os últimos meses lidando com as intensas repercussões do fracasso de seu plano para privatizar as operações comerciais da Fifa.
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