
O governo dos Estados Unidos anunciou nesta quinta-feira (8) que vai suspender a Microsoft e outras empresas de um programa de solicitação de green cards – vistos de residência permanente – para trabalhadores estrangeiros que vão ao país para viver e trabalhar com vistos H-1B.
“Se você fizer as contas, para cada trabalhador que a Microsoft demitiu, ela substituiu esse funcionário por um trabalhador estrangeiro e meio em regime de servidão”, disse o vice-presidente americano, J.D. Vance, em uma entrevista coletiva na Casa Branca, segundo informações das agências Reuters e Associated Press.
O secretário do Trabalho, Keith Sonderling, acrescentou que outras empresas de tecnologia também serão suspensas do programa, entre elas, Cognizant, Infosys, Tata, Wipro, HCL, Capgemini e Adobe.
Os vistos H-1B são destinados para trabalhadores estrangeiros de alta qualificação, mas têm sido visados pela gestão Donald Trump, que alega abusos na sua utilização e prejuízo a cidadãos americanos.
Sonderling acrescentou que nove universidades americanas, incluindo as prestigiadas Harvard, Yale e Stanford, serão investigadas por supostamente trazer estudantes estrangeiros para “reduzir salários americanos”.
Na quarta-feira (7), o Departamento de Segurança Interna havia anunciado uma taxa de US$ 70 mil para estudantes universitários estrangeiros que buscam trabalhar nos Estados Unidos em funções relacionadas à sua área de estudo, valor a ser pago pelas instituições de ensino a que estão vinculados.
A Microsoft, as outras empresas e as universidades mencionadas pelo governo Trump ainda não se manifestaram sobre o assunto.