Teólogo católico Chad Pecknold assume cargo no governo Trump

O Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos confirmou a contratação do teólogo católico Chad Pecknold como diretor principal de alcance público. O professor, conhecido por defender restrições à imigração e deportações em massa com justificativas teológicas, assumiu o cargo em agosto de 2026, em meio a tensões entre o governo Trump e os bispos católicos do país.

Qual será a função do teólogo no governo americano e o que faz esse departamento?

Chad Pecknold assumiu o posto de diretor principal de alcance público no Escritório de Engajamento Público do Departamento de Segurança Interna. Esse órgão federal, criado em 2003 após os atentados de 11 de setembro, é o grande responsável por proteger o território americano contra ameaças e ataques terroristas. Além disso, a pasta atua diretamente na fiscalização e aplicação das regras de imigração do país, controlando órgãos que lidam com a entrada, permanência e deportação de estrangeiros em solo americano.

Como os posicionamentos de Pecknold se alinham às políticas de imigração de Donald Trump?

O teólogo defende abertamente que proteger as fronteiras nacionais e realizar repatriações não contradiz as leis da Igreja Católica. Ele afirma que o próprio Catecismo assegura o direito de um país definir seus limites geográficos, rejeitando o conceito de fronteiras abertas. Para justificar as barreiras e as restrições aos pedidos de asilo, o professor recorre aos ensinamentos de pensadores clássicos como Santo Tomás de Aquino, argumentando que os governantes têm o dever sagrado de garantir o bem comum e a soberania de suas nações.

Por que a nomeação gera divergências dentro da própria comunidade católica dos Estados Unidos?

A chegada do professor ao governo ocorre em um momento de forte atrito entre a liderança da Igreja Católica americana e a Casa Branca. A Conferência dos Bispos dos Estados Unidos manifestou oposição pública e firme contra os planos de repatriações forçadas e massivas de imigrantes clandestinos. O grupo religioso pede uma linguagem menos agressiva e o fim da violência no tratamento de estrangeiros. Até mesmo o Papa Leão XIV já se manifestou sobre o tema, pedindo que as leis de imigração locais respeitem a dignidade humana de cada indivíduo.