
Darline Graham, irmã do ex-senador Lindsey Graham – conhecido por seu projeto de sanções contra a Rússia que pode atingir o Brasil – venceu as primárias republicanas na Carolina do Sul para as eleições ao Senado em novembro. Ela alcançou 52,4% dos votos, uma conquista que contou com o apoio declarado do presidente dos EUA, Donald Trump.
Com 99% dos votos apurados, Darline Graham, que atualmente ocupa a cadeira deixada por seu irmão na Câmara Alta após falecer em julho, venceu no segundo turno o outro candidato na disputa, Ralph Norman, atual membro da Câmara dos Representantes, que obteve 47,6% dos sufrágios emitidos.
É a segunda vez que os eleitores da Carolina do Sul vão às urnas em dois meses devido à inesperada morte de Lindsey Graham em 11 de julho por consequências de uma arteriosclerose. O próprio Graham, congressista desde 2003, ganhou as primárias de 9 de junho – nas quais buscava seu quinto mandato na Câmara Alta – com quase 28%.
Sua irmã enfrentará a democrata Annie Andrews no pleito de 3 de novembro no qual será renovada toda a Câmara dos Representantes e um terço do Senado, nas conhecidas midterms.
Aliados de Trump investiram tempo e dinheiro no apoio à candidata republicana. Além do apoio explícito de Trump em numerosas declarações públicas, por exemplo na campanha feita diretamente ao lado de Darline na Carolina do Sul na última sexta-feira, um relatório da Comissão Federal Eleitoral revelou esta semana que a organização que arrecada e gasta dinheiro para apoiar candidatos próximos do líder republicano destinou US$ 827 mil em mensagens de texto e chamadas telefônicas para a irmã do falecido senador, um dos maiores desembolsos deste ciclo eleitoral.
O irmão de Darline, o falecido senador Lindsay Graham, foi um dos autores do projeto de lei bipartidário que visa atingir diretamente as já enfraquecidas economias da Rússia e do Irã por meio de pesadas sanções sobre a comercialização de recursos energéticos provenientes desses países. Apesar do foco nos regimes, quem pode sair prejudicado pela medida é o Brasil.
O texto, aprovado neste mês no Senado, permitiria ao governo dos EUA impor tarifas de até 100% aos cinco maiores compradores de petróleo e gás russos (Índia, China, membros da União Europeia e Turquia), bem como a países que ajudam a contornar as sanções existentes contra o setor energético russo. O Brasil poderia se encaixar justamente nessa categoria.