
O governo do presidente argentino, Javier Milei, reiterou nesta terça-feira (11) sua acusação de que o Brasil seria um dos responsáveis por uma campanha anti-Argentina e afirmou que divulgará em breve as fontes que embasam essa afirmação.
O assunto foi abordado pelo porta-voz da presidência, Adrián Ravier, em entrevista coletiva. Segundo informações do jornal La Nación, ao ser questionado sobre o assunto, ele respondeu que “há fontes provenientes das redes sociais que precisariam ser avaliadas”.
“Em princípio, o que observamos é um sentimento ou animosidade dirigido aos argentinos no contexto da Copa do Mundo e ao próprio presidente, devido ao liberalismo que ele representa. Em última análise, isso sugere que o sentimento não diz respeito apenas à seleção argentina — como, por exemplo, se jogam de forma violenta ou infringem alguma regra —, mas envolve algo mais relacionado ao presidente”, acusou Ravier.
“Precisaríamos buscar as fontes mencionadas em relação ao Partido Democrata [dos Estados Unidos], ao Brasil, ao México ou à Espanha. Não tenho essas fontes disponíveis para apresentar agora, mas vamos fornecê-las mais tarde”, acrescentou o porta-voz da Casa Rosada.
Milei começou a fazer as acusações de que o Brasil seria um dos responsáveis por uma campanha anti-Argentina após sua participação na convenção do Partido Liberal (PL) em São Paulo, realizada em 25 de julho e na qual o aliado Flávio Bolsonaro foi confirmado como candidato à presidência.
Na ocasião, Milei chamou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de “ladrão” e “presidiário”, iniciando uma série de comentários que fizeram o Brasil rebaixar as relações entre os dois países, ao determinar que seu embaixador em Buenos Aires, Julio Bitelli, não retornará à Argentina.
Em entrevista publicada no fim de semana pelo jornal argentino Clarín, o chanceler brasileiro, Mauro Vieira, disse que a normalização das relações com o país vizinho só ocorrerá se Milei parar as “agressões” contra Lula.