Órgão que coordena tragédia na Colômbia teve recursos desviados durante governo Petro

A Unidade Nacional para a Gestão do Risco de Desastres da Colômbia (UNGRD), órgão que atualmente coordena ações de emergência no país após o terremoto de magnitude 7,4 que devastou diversas cidades, esteve no centro de um dos maiores escândalos de corrupção registrados durante o governo do agora ex-presidente Gustavo Petro. O caso envolveu o desvio de recursos públicos milionários da própria entidade e o pagamento de propinas a políticos.

O terremoto que atingiu a Colômbia nesta segunda-feira (10) já deixou centenas de mortos e mais de mil feridos, além de desaparecidos, casas destruídas e danos em hospitais e outras estruturas. Durante o atual estado de emergência nacional, equipes de resgate, médicos e outros serviços de atendimento permanecem mobilizados nas áreas atingidas sob coordenação da UNGRD.

Durante o governo Petro, investigações revelaram um amplo esquema de corrupção envolvendo recursos que eram administrados pela UNGRD. Parte do dinheiro desviado do órgão, que hoje poderia estar sendo utilizado na gestão da tragédia, teria sido usado para pagar propinas a congressistas colombianos em troca de apoio a reformas defendidas pelo então governo esquerdista.

Um dos principais episódios deste escândalo envolve um contrato para a compra de caminhões-pipa destinados a levar água à população da província de La Guajira, uma das regiões mais pobres e afetadas pela falta de água no país. Uma investigação feita por autoridades colombianas concluiu que recursos desviados desse contrato acabaram sendo utilizados para financiar pagamentos ilegais do governo Petro a políticos.