Nicarágua: ditadura de Ortega adia reforma para extinguir eleições

O regime da Nicarágua adiou para setembro a aprovação de uma reforma da Constituição que busca excluir das eleições os opositores que perderam a nacionalidade e os considerados “traidores da pátria”, uma medida que provocou ampla rejeição internacional.

A informação foi divulgada nesta segunda-feira (27) por Rosario Murillo, esposa do ditador Daniel Ortega que foi designada “copresidente” por meio de uma reforma constitucional. Ela declarou a veículos de imprensa oficiais que o processo de reforma será previamente consultado “com todos os setores” para ser aprovado nos primeiros dias de setembro.

O Parlamento do país iniciou as consultas sobre essas reformas depois que Ortega afirmou que em seu país “não voltará a haver eleições”.

Brasil, Costa Rica, EUA, Panamá, Guatemala, República Dominicana, Chile, Bolívia, Peru, União Europeia, Uruguai, o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Alberto Ramdin, e o alto-comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk, expressaram preocupação ou rejeição quanto a essas declarações de Ortega.