O dólar à vista abriu em leve alta nesta quarta-feira, 22, enquanto o petróleo avançava mais de 3% em meio à escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã. O índice DXY operava próximo da estabilidade, refletindo a cautela dos investidores diante do conflito no Oriente Médio.
Os contratos futuros da commodity avançavam após a 11ª noite consecutiva de ataques dos Estados Unidos contra o Irã, seguida por novas retaliações de Teerã contra aliados de Washington no Golfo e ameaças às rotas de escoamento da produção. Apesar do aumento das preocupações com os impactos inflacionários da alta do petróleo, o índice DXY e os rendimentos dos Treasuries permaneciam próximos da estabilidade.
No Brasil, entrou em vigor, nesta quarta-feira, a tarifa adicional de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. O mercado, porém, segue atento, principalmente, à possibilidade de anúncio, na sexta-feira, 24, de uma nova tarifa de 12,5%. O governo brasileiro continua reunido com representantes dos setores afetados para discutir medidas de apoio, enquanto aguarda esclarecimentos das autoridades americanas sobre os próximos passos da política comercial.
Ainda pela manhã, o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, afirmou que a Lei de Reciprocidade não dá ao Brasil o direito de perder a razão. Em entrevista à BandNews, ele defendeu cautela para evitar efeitos contrários aos pretendidos.
Com mais um dia de agenda esvaziada de indicadores econômicos, os investidores acompanham a Assembleia Geral Extraordinária (AGE) da Vale, além da divulgação dos balanços de Weg e Santander Brasil.
No exterior, as atenções também se voltam para os resultados de Alphabet, Tesla e IBM, enquanto os estoques semanais de petróleo nos Estados Unidos seguem no radar do mercado.
Na terça-feira, 21, o dólar à vista caiu 0,31% e encerrou o pregão cotado a R$ 5,0737, no menor nível de fechamento desde 15 de junho.
