
Órgãos de imprensa internacionais estão repercutindo a nova tarifa de 25% sobre importações americanas de produtos brasileiros que o governo Donald Trump vai impor a partir da próxima quarta-feira (22), da qual cerca de 2,1 mil produtos ficarão isentos.
A agência espanhola EFE destacou os argumentos de Washington para aplicar a medida, como acusar o Brasil de “prejudicar empresas de tecnologia americanas, de retroceder na aplicação de medidas anticorrupção e de permitir que agricultores brasileiros tenham vantagens competitivas mediante o uso de terras desmatadas ilegalmente, o que, a seu juízo, dificultou o acesso de trabalhadores, produtores e exportadores americanos ao mercado brasileiro”.
A emissora americana CNN afirmou, em reportagem no seu site, que “trata-se de uma das primeiras novas tarifas a serem impostas desde que o presidente Donald Trump prometeu restabelecer tarifas, após uma decisão da Suprema Corte dos EUA ter derrubado a base legal de seus impostos de importação no início deste ano”.
A agência britânica Reuters foi na mesma linha, ao afirmar que a tarifa de 25% sobre grande parte das importações provenientes do Brasil “reacende uma guerra comercial que pode envolver dezenas de países ao redor do mundo, à medida que o governo Trump reformula sua política tarifária — uma de suas principais ferramentas diplomáticas”.
“As novas tarifas, anunciadas no final da quarta-feira, podem acabar afetando países que vão da Índia e da China à União Europeia, ao Japão e à Coreia do Sul, enquanto o presidente Donald Trump busca uma redefinição das relações comerciais após a Suprema Corte dos EUA ter derrubado uma rodada anterior de taxas globais”, disse a Reuters.
O Clarín, por sua vez, enfatizou a reação do governo brasileiro. “O presidente brasileiro [Luiz Inácio] Lula da Silva descreveu imediatamente a decisão como um ‘marco lamentável’ e denunciou a ‘participação da família Bolsonaro’ na medida dos EUA, em meio à campanha para as eleições de outubro no Brasil”, afirmou o jornal argentino.