
As Forças Armadas dos EUA reimpuseram nesta terça-feira (14) o bloqueio naval ao Irã no estreito de Ormuz, ao mesmo tempo em que lançaram uma nova onda de bombardeios ao país persa, segundo anunciou o Comando Central (Centcom).
O órgão, com sede na Flórida, informou por meio de em um comunicado que os EUA retomaram o bloqueio contra embarcações que transitam de e para o Irã no final da tarde desta terça-feira, como ordenou o presidente Donald Trump.
“Atualmente há mais de 20 navios de guerra da Marinha dos EUA e centenas de aeronaves militares em operação em todo o Oriente Médio. As forças americanas se mantêm vigilantes, letais e prontas”, disse o Centcom.
O Comando Central também anunciou que, uma hora antes, lançou uma rodada adicional de ataques contra o Irã “para continuar degradando as capacidades iranianas utilizadas para atacar o transporte marítimo comercial no estreito de Ormuz”.
Na semana passada, Trump deu por encerrado o acordo de cessar-fogo com o regime islâmico que ele havia assinado em 17 de junho, após os persistentes ataques do Irã aos navios que navegam pela importante via marítima.
Ele anunciou nesta segunda-feira que restabeleceria o bloqueio naval ao Irã e que Washington pediria 20% de compensação por proteger os navios que transitam pelo estreito, embora nesta terça-feira tenha voltado atrás na cobrança ao avisar que a substituiria “por acordos comerciais e de investimento” dos países do Golfo nos EUA.
O conflito voltou a ganhar amplitude nesta semana, estendendo-se por vários países do Oriente Médio. A escalada militar começou há sete dias com confrontos no estreito de Ormuz e continuou com três noites de bombardeios sobre o país persa e a resposta do regime com ataques em toda a região.
O Centcom relatou na segunda-feira que as Forças Armadas americanas usaram pela primeira vez em combate drones marítimos para atacar um centro de manutenção para submarinos e navios em um porto iraniano na Base Naval de Bandar Abbas.
Trump disse nesta terça-feira que está disposto a atacar usinas de energia e pontes caso Teerã não aceite negociar um novo acordo de paz.