Sobrevivente de terremoto na Venezuela atribui milagre à Medalha Milagrosa

Em Playa Grande, um bairro da cidade de La Guaira, na Venezuela, Kamar Galíndez estava no último andar do Hotel Chipi’s Beach, preparando-se para iniciar seu treino diário na academia, sem saber que sua vida estava prestes a mudar para sempre.

Era quarta-feira, 24 de junho, dia da festa de São João Batista e feriado nacional que se comemora o aniversário da decisiva Batalha de Carabobo. A atmosfera pacífica criada pela deslumbrante vista do oceano do alto do hotel foi destruída pela violência estrondosa de dois terremotos consecutivos que pegaram todos de surpresa, semeando angústia e confusão.

Em entrevista à ACI Prensa, serviço em espanhol da EWTN News, Galíndez, um advogado de 53 anos, recordou como os pesados aparelhos da academia começaram a se mover de um lado para o outro. O desastre aconteceu em questão de segundos.

“O chão se partiu e imediatamente vi metade do prédio inclinando-se para frente enquanto a seção em que eu estava desabava diretamente para baixo; senti que meus pés não estavam mais apoiados em nada e, em seguida, eu estava preso nos escombros”, relatou.