
O fim do cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã, anunciado por Donald Trump nesta quarta-feira (8), coloca o mundo em alerta. A disputa pelo controle do Estreito de Ormuz, via crucial para o petróleo global, reacende o risco de um conflito de grandes proporções no Oriente Médio.
O que causou o fim do cessar-fogo entre os dois países?
O entendimento, conhecido como Memorando de Islamabad, durou pouco por causa de novos ataques a navios comerciais no Estreito de Ormuz. O Irã quer controlar as rotas de navegação na área, enquanto os EUA defendem a livre passagem. Trump afirmou que negociar com o regime iraniano é ‘perda de tempo’ e defendeu medidas drásticas para conter o que chamou de ‘câncer’.
Por que o Estreito de Ormuz é tão importante?
Imagine uma rua estreita por onde passa quase tudo o que a vizinhança consome. O Estreito de Ormuz é assim para o mundo: por lá transitam cerca de 20% do petróleo e do gás natural do planeta. Quem controla esse ‘gargalo’ tem o poder de sufocar a economia global, aumentando os preços dos combustíveis e gerando crises em diversos países.
Quais foram as reações militares imediatas?
Após os EUA bombardearem alvos iranianos para garantir a navegação, o Irã retaliou atacando bases americanas no Bahrein e no Kuwait. O governo iraniano afirma que esta é apenas a ‘resposta esmagadora’ inicial e que não aceitará interferências na gestão do estreito, definindo suas próprias regras para quem quiser passar por ali.
O que é a Ilha de Kharg mencionada no conflito?
A Ilha de Kharg é o coração econômico do Irã. Cerca de 90% das exportações de petróleo do país dependem dos terminais localizados nessa ilha. Trump sugeriu que os EUA poderiam tomar o local, o que seria um golpe mortal nas finanças do regime islâmico e, consequentemente, em sua capacidade de financiar grupos aliados na região.
Existe chance de a situação ser resolvida sem uma guerra total?
Especialistas indicam que, apesar da retórica agressiva, há um freio econômico. Uma guerra aberta fecharia Ormuz de vez, fazendo o preço do petróleo disparar, o que Trump quer evitar para não desgastar sua imagem internamente. A tendência é que ocorram dias de muita tensão e ataques pontuais antes que um novo e frágil acordo de suspensão de hostilidades seja tentado.
Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.