Soldado acusa Exército russo de torturar militares na Ucrânia

Um veterano militar russo acusou em vídeo comandantes do Exército da Rússia na Ucrânia de torturar e matar soldados que teriam se recusado a cumprir ordens consideradas por ele como “suicidas” na guerra. A acusação viralizou nas redes sociais e levou o Kremlin a afirmar nesta sexta-feira (26) que vai “analisar o caso”, segundo a agência Reuters.

A acusação foi feita por Alexander Lunin, veterano militar que vive na região de Voronezh, na Rússia. Em um vídeo publicado nas redes sociais, ele afirmou que milhares de soldados russos enviados para atuar na invasão à Ucrânia estariam sendo mantidos em cativeiros e torturados por se recusarem a cumprir ordens “estúpidas ou suicidas” ou por não entregarem dinheiro a seus comandantes.

Lunin disse que os comandantes russos, além de torturar, também assassinam esses militares. Segundo ele, as mortes seriam depois encobertas como casos de soldados desaparecidos em combate.

A publicação teve grande repercussão. O vídeo passou de 12 milhões de visualizações em 24 horas nas redes sociais.

No vídeo, Lunin aparece usando uniforme militar e várias medalhas. Segundo a agência Reuters, o militar pediu uma audiência pessoal com o ditador Vladimir Putin em transmissão ao vivo após a publicação do material e afirmou que, se isso não ocorresse em breve, o Exército “viraria as armas” contra o Kremlin.

Questionado por jornalistas sobre o assunto nesta sexta, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse que o regime russo havia sido informado sobre a existência da acusação, mas que ainda não tinha visto o vídeo.
“Não tivemos a oportunidade de analisá-lo ainda [o vídeo], então não gostaria de comentar”, afirmou Peskov, segundo a Reuters.

Contudo, Peskov disse que, pelo relato apresentado pelos jornalistas, o vídeo parecia conter “formulações bastante estranhas”.

Fonte: Gazeta do Povo

Últimas notícias

... O conteúdo do CN12 está protegido pela legislação brasileira sobre direito autoral. Essa defesa é necessária para manter o jornalismo corajoso e transparente do CN12 vivo e acessível a todos. A republicação é gratuita desde que citada a fonte.