O ditador chinês, Xi Jinping, propôs ao seu homólogo norte-coreano, Kim Jong-un, nesta segunda-feira (8), em Pyongyang, o fortalecimento das relações bilaterais nas áreas da diplomacia, da segurança pública e dos assuntos militares, segundo a agência de notícias estatal chinesa Xinhua, que não mencionou a desnuclearização da Coreia do Norte.
“O Partido e o governo chineses não mudarão sua firme posição de atribuir grande importância à amizade tradicional com a Coreia do Norte, seu firme apoio à liderança de Kim Jong-un na causa socialista norte-coreana, nem sua firme determinação em salvaguardar os interesses comuns de ambos os lados e um ambiente estratégico favorável”, disse Xi em declarações divulgadas pela agência chinesa.
Durante o encontro, a China apresentou quatro propostas para o aperfeiçoamento das relações bilaterais, começando pela manutenção de intercâmbios de alto nível e pelo fortalecimento dos contatos em diplomacia, segurança pública e assuntos militares, visando obter “sabedoria e força” para aprimorar os laços.
Xi também defendeu o fortalecimento da cooperação em áreas como comércio, agricultura, construção, ciência e tecnologia e saúde, e pediu que se aproveite a reabertura completa das fronteiras e a recente retomada dos voos civis e dos trens internacionais de passageiros que ligam os dois países.
Outro ponto discutido foi o fortalecimento dos laços interpessoais por meio da cooperação em educação, cultura, esportes e outras áreas. Como quarto ponto, Xi defendeu o aprimoramento da coordenação estratégica sob o princípio da “equidade e justiça”, por meio do qual Pequim busca promover uma governança internacional “mais justa e equitativa”.
A viagem de Xi foi a primeira a Pyongyang desde 2019 e ocorre depois dele ter recebido o presidente dos EUA , Donald Trump, e o ditador russo,
Vladimir Putin, em Pequim.