Desde o final de abril, as regras para o transporte e o uso de carregadores portáteis em aviões foram endurecidas pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil). Segundo a agência, a mudança incorpora as determinações mais recentes da Oaci (Organização da Aviação Civil Internacional) para aumentar a segurança dos voos.
De acordo com o novo regramento, cada passageiro pode levar até dois carregadores portáteis, exclusivamente na bagagem de mão (regra que já existia, mas agora foi reforçada), que não podem ser recarregados nas tomadas da cabine durante o voo. O uso dos dispositivos para carregar outros aparelhos ainda é permitido, mas não é recomendado.
As novas regras buscam evitar curtos-circuitos e reduzir riscos de incêndio. Em outubro de 2025, a Anac já havia dado orientações a respeito dos power banks, em resposta ao aumento de ocorrências envolvendo baterias de lítio. Em janeiro deste ano, por exemplo, a explosão de um carregador causou o pouso de emergência em Ribeirão Preto.
A Anac também determinou a limitação de potência dos carregadores. Medida em Wh (watt-hora), ela indica o armazenamento máximo de energia da bateria. Para embarcar, o passageiro deve observar os limites abaixo:
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Até 100 Wh de capacidade: aparelho permitido.
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De 100 a 160 Wh: passageiro deve consultar a companhia aérea, que pode vetar o transporte
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Acima de 160 Wh: aparelho proibido e deve ser descartado antes de entrar no avião
Para saber se determinado carregador se encaixa nas regras da Anac, é necessário consultar a ficha técnica. Caso a energia em Wh não esteja indicada, é possível chegar nela por meio da multiplicação entre duas informações mais acessíveis: a capacidade, medida em ampères-hora (Ah), e a tensão, em volts (V).
Dispositivos usados em celulares, por exemplo, costumam ter e 3,7 volts. Portanto, para serem transportados sem restrição em aeronaves, devem ter até 27 ampères-hora de capacidade. Esse valor corresponde a 27 mil miliampères-hora (mAh), unidade mais comum em fichas técnicas.
No entanto, a adequação às especificações técnicas pode não ser suficiente. A Anac permite que as companhias aéreas adotem medidas ainda mais restritivas, inclusive a proibição do embarque, caso vejam risco relacionado aos carregadores.