(FOLHAPRESS) – Os bancos vêm ampliando o uso dos leilões como estratégia para acelerar a venda de imóveis retomados por inadimplência e reduzir estoques.
Parcerias entre bancos e leiloeiras colocam à venda mais de 360 imóveis em diferentes regiões do país no final deste mês, incluindo casas, apartamentos, terrenos e imóveis comerciais, com descontos que chegam a 63% sobre o valor de avaliação.
A Zuk, em parceria com o Itaú Unibanco, realizará, no próximo dia 26 de maio, um leilão com mais de 150 lotes distribuídos em 21 estados e no Distrito Federal. Os imóveis incluem opções residenciais e terrenos, voltados tanto a investidores quanto a compradores da casa própria.
O imóvel com maior abatimento é uma casa de 65 m² em Augusto Corrêa (PA), avaliada em R$ 45,8 mil. Já o lote de maior valor é um galpão em Serra (ES), no bairro Jacuhy, ofertado por R$ 2,13 milhões inicialmente.
Os preços no leilão variam a partir de R$ 43,1 mil, valor inicial de um terreno de 749 m² em Timbaúba (PE). Parte dos imóveis aceita propostas, enquanto outros oferecem desconto adicional de 10% para pagamento à vista.
O Itaú Unibanco também abriu um leilão em parceria com a Frazão Leilões, com 181 unidades espalhadas por estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Goiás, Pernambuco, Paraná e Rio Grande do Sul.
O portfólio é composto por 69 apartamentos, 97 casas, sete imóveis comerciais e oito terrenos. Os lances já estão liberados, e a habilitação se encerra em 25 de maio.
As condições de pagamento incluem modalidades parceladas de longo prazo, com entrada reduzida e saldo em até 78 parcelas. Em alguns casos, há opções com 20% de entrada e parcelamento em até 11 vezes sem juros ou correção monetária.
O imóvel mais caro desse leilão é um prédio comercial em Feira de Santana (BA), com 588 m² de área construída, lance mínimo de R$ 1,18 milhão e possibilidade de desconto de 10% para pagamento à vista.
Já o imóvel mais barato é um apartamento de 55 m² em São Gonçalo (RJ), com lance mínimo de R$ 41,8 mil.
Também em maio, a Zuk promove, em parceria com o Bradesco, um leilão com 36 imóveis residenciais, comerciais e terrenos em 18 estados.
A disputa será no dia 26 de maio, com desconto de 10% para pagamento à vista ou pagamento em até 48 vezes.
Nesse caso, o imóvel mais barato é um terreno de 360 m² em Itapoá (SC), com valor inicial de R$ 8.000. O lote mais caro é uma casa em Governador Valadares (MG), avaliada em R$ 1,02 milhão.
Para participar, basta se cadastrar nos sites dos leiloeiros oficiais, consultar o edital do lote e fazer a oferta pelo imóvel desejado.
COMO COMPRAR IMÓVEL EM UM LEILÃO?
1º Passo: Cadastro no site do leilão
– Confira com a Junta Comercial do seu estado se o leiloeiro está devidamente credenciado
– Para evitar cair em golpe, fique atento ao domínio do site, que tem de terminar com “.com.br”
– Desconfie de portais com erros de ortografias e terminando com somente “.com” ou o “.net”
– Leiloeiros e empresas gestoras de leilões não utilizam o WhatsApp e nenhuma outra rede social, como Facebook e Instagram, para fazer negociações ou receber lances
2º passo: Solicitação para participar dos leilões
– É hora de escolher o tipo de lote (casas, apartamentos, terrenos, fazendas entre outros) para dar o lance e solicitar a participação no leilão
– Em alguns casos, é possível dar lances em mais de um imóvel dentro do mesmo leilão, até a data e o horário de encerramento da operação
3º passo: Aquisição
– Se o seu lance for o maior quando o leilão for encerrado, o imóvel é seu
– O leiloeiro, pessoalmente e por email, dará todas as orientações sobre o pagamento
– Se o edital permitir o parcelamento e/ou financiamento, siga as regras do documento
4º passo: Processo de formalização do imóvel
– Para qualquer modalidade de pagamento, é preciso recolher o ITBI junto à prefeitura do município onde fica o imóvel. A alíquota varia de acordo com a cidade. E, depois, proceder com o registro, junto ao Cartório de Registro de Imóveis onde está matriculada a propriedade adquirida
– É preciso entregar os documentos solicitados como: RG/CPF, certidão de nascimento (ou, se for casado, certidão de casamento, RG e CPF do cônjuge); comprovante de residência, declaração de Imposto de Renda, extratos bancários dos últimos três meses e holerites dos últimos três meses (se assalariado)