Por que carros dos ‘super-ricos’ deixam de ser os mais rápidos e potentes

É justamente aí que mora a linha tênue entre performance, premium e luxo: hoje, para se provar, o carro chinês ainda precisa entregar mais e custar consideravelmente menos.

Porsche Macan EV GTS 2026 tem ficha técnica parecida, mas custa R$ 200 mil a mais que Avatr 11 Imagem: Divulgação

Democratização do extraordinário

Para Fabio Ongaro, economista e CEO da Energy Group, a eletrificação agiu como um grande nivelador. Ela democratizou o desempenho que, por décadas, foi o principal pilar de sustentação das marcas tradicionais.

“Quando muitos podem entregar potência extraordinária, ser extraordinário deixa de ser tão raro”, afirma Ongaro. Segundo ele, essa transformação expõe uma distinção que o marketing muitas vezes tenta esconder: “nem toda máquina excepcional se transforma em mito”.

A análise toca na ferida das novas fabricantes. Elas podem preencher o carro de tecnologia e potência, pressionando os preços das marcas históricas, mas esbarram no fator tempo. Tecnologia se compra, se aprimora e, principalmente, se barateia. Prestígio, não. Ongaro resume essa arbitragem de mercado: muitos desses novos competidores entregam “110% da tecnologia, 65% do status e custam um terço”.



Fonte: UOL

Últimas notícias

... O conteúdo do CN12 está protegido pela legislação brasileira sobre direito autoral. Essa defesa é necessária para manter o jornalismo corajoso e transparente do CN12 vivo e acessível a todos. A republicação é gratuita desde que citada a fonte.