“Estamos debatendo compliance no futebol em um evento como este. Em 2018, quando comecei a trabalhar com conformidade, o esporte precisava dessa transformação de gestão. É uma cultura que está mudando aos poucos. É uma questão moral. Você faz o certo porque é o certo e pode ser a chance de ganhar investidores, porque as pessoas vão ver como você usa seu dinheiro.”
Fernando Monfardini, compliance officer do Atlético-MG e autor do livro Compliance no futebol, trabalha em prol dessa transformação. Mudar uma prática de tanto tempo, em sua opinião, é o grande desafio. “O conflito de interesses é um dos grandes resumos da estrutura do futebol brasileiro e isso foi naturalizado.”
“Dizem que sempre foi assim. Mas está legal? Temos de mudar. E, quando você começa a mudar, vêm os habilidosos e nascem as fraudes. Esse perfil está ainda muito forte no futebol. Quando o cara vê que pode ir preso, aí ele vai mudando”, completa Monfardini.
Também presente ao debate, Carlos Amodeo, presidente da SAF do Vasco desde 2024, e com mais de dez anos em gestão de clubes de futebol, sinalizou que o caminho da mudança não acontece de uma hora para outra.
“Nós precisamos, sim, seguir em frente”, afirma Amodeo. “Temos de ser os alicerces da boa governança e do compliance. É uma jornada que temos de seguir.”
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