Roma (Itália) – Após alcançar o recorde de vitórias consecutivas em torneios Masters 1000, com as semifinais garantidas em Roma, Jannik Sinner manteve o discurso humilde, ao dizer que prefere ser lembrado como uma pessoa correta. Com 32 triunfos seguidos em eventos deste porte, o italiano afirma que só pensa no próximo compromisso e destaca sua evolução no saibro.
O número 1 do mundo não perde desde fevereiro, quando caiu diante do tcheco Jakub Mensik, pelas quartas de final de Doha, e contabiliza também 27 vitórias seguidas no circuito. Ele busca o título inédito no Foro Itálico, o único Masters que ainda não conquistou. Seu adversário sai do embate entre o russo Daniil Medvedev e o espanhol Martin Landaluce.
Sinner celebrou o feito ao vencer o russo Andrey Rublev, mas procura pensar adiante, priorizando a concentração. “Já estou escrevendo minha própria história. Mesmo que as coisas não corram perfeitamente em certos momentos, ainda assim fiz algo grandioso por mim mesmo”, comentou.
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“Quando era mais jovem, nunca imaginei que chegaria a um nível tão alto no tênis. Para mim, mais importante do que tudo é que as pessoas pensem que fui alguém correto e uma boa pessoa. Isso significa mais para mim do que qualquer outra coisa”, assegurou o atleta de 24 anos.
A evolução no saibro e críticas às sessões noturnas
Indagado sobre o desgaste de atuar com frequência, Sinner disse estar em forma e que evoluiu em termos de preparação física. “Vou ficar bem. É normal que em algum dia do torneio você esteja um pouco cansado. Joguei bastante, os dias têm sido muito longos para mim, mas estou feliz com a forma como administrei a situação. Seguimos em frente”, garantiu.
“No saibro, você exige o máximo do corpo. Os ralis são mais longos, há muito desgaste, e por isso o aspecto físico é fundamental. Estou feliz, mas meu foco está em amanhã. Preciso me recuperar, porque será outra partida bastante difícil. Não penso no recorde, penso apenas em estar pronto para competir”, ressaltou.
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O número 1 também destacou como está mais sólido na terra batida. “No ano passado, também joguei um grande tênis no saibro. Este ano foi a primeira vez que conquistei algo grande nessa superfície. Isso vem da confiança no processo que estamos construindo ano após ano. Fisicamente estou ficando mais forte, e isso ajuda muito no piso”, analisou.
Assim como em Madri, o italiano não poupou críticas sobre as partidas que começam em horários avançados e terminam na madrugada. “Não gosto quando se entra em quadra tão tarde, somos todos humanos”, disparou.
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“Ainda há o problema do fuso, porque você vai dormir tarde, ainda passar por tratamento, precisa comer e fazer a coletiva. Quando se joga assim, é difícil apresentar um bom nível de tênis. Mas respeito o público que nos apoia mesmo nestas condições”, avaliou o ídolo local.
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