A investigação mira a trend “quando ela diz não”, que simula agressões físicas e incita o feminicídio. Os conteúdos associam a recusa feminina em interações afetivas ou sexuais a reações violentas.
O MPF vai apurar a responsabilidade de criadores, plataformas e usuários envolvidos na naturalização da violência e do assassinato de mulheres. O caso será analisado pela Procuradoria dos Direitos do Cidadão no Distrito Federal (PRDC) e pelo Grupo de Atuação Especial no Combate aos Crimes Cibernéticos (Gaccti), da Câmara Criminal do MPF.
Ao determinar a abertura dos procedimentos de investigação, o procurador federal dos Direitos do Cidadão, Nicolao Dino, afirmou que “os conteúdos contribuem para a naturalização simbólica da agressão de gênero e fortalecem discursos de ódio no ambiente digital, tornando urgente a avaliação do papel das empresas de tecnologia na moderação dessas veiculações”.