Outono 2026 traz contrastes de calor, frio e chuvas no Estado de São Paulo

O outono começa nesta sexta, 20 de março

Nesta sexta, 20 de março, começa o outono. A nova estação marca a chegada de noites mais amenas e das primeiras frentes frias constantes no Brasil. O ciclo trará contrastes, com temperaturas ainda elevadas em alguns períodos, mas já sob influência de massas de ar frio que devem provocar chuvas no Estado de São Paulo.

“Ainda teremos alguns períodos de indefinição, com chuvas, secas, calor e frio”, afirma Angélica Prela Pantano, pesquisadora do Instituto Agronômico (IAC), vinculado à APTA (Diretoria de Pesquisa dos Agronegócios) e à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.

A cientista explica que esta é uma estação não muito definida. Quanto mais próximo de junho, quando se inicia o inverno, as temperaturas — principalmente as noturnas — tendem a ficar mais baixas, assim como as diurnas, que também caem.

Monitoramento climático realizado pelo IAC atende áreas rurais e urbanas

O IAC tem longa tradição e conhecimento na área de monitoramento climático. As observações tiveram início em 1890 e em 1988 foi criado o Centro Integrado de Informações Agrometeorológicas (Ciiagro) com o objetivo de fazer monitoramento climático. Atualmente, a rede conta com cerca de 220 estações meteorológicas automáticas localizadas em diversas regiões paulistas, várias delas em unidades da APTA. As informações coletadas alimentam o banco de dados, que apoia a elaboração de estratégias para o planejamento agrícola, viabilizando possíveis adaptações às mudanças climáticas, além de antecipação e gestão de desastres naturais urbanos. “Os dados coletados também são compartilhados com a Defesa Civil, colaborando para suas medidas e atividades”, afirma Angélica Prela Pantano.

Nas áreas rurais, esses registros permitem fazer análises relacionadas aos momentos mais indicados para a realização de plantio, irrigação e aplicação de agrotóxicos com o objetivo de poupar recursos e reduzir impactos ambientais. Tudo isso associado à administração do impacto do clima na qualidade e produtividades das culturas.

As estações automáticas geram parâmetros sobre temperatura, precipitação, velocidade do vento e umidade relativa do ar. As análises resultam em diferentes ferramentas e estudos, como ocorrência de geadas, balanço hídrico, número de horas de frio, soma térmica e estudos relacionados a secas agrícolas e meteorológicas, vendavais, entre outros fatores climáticos.

O IAC é responsável pela coordenação do Ciiagro, com participação da Defesa Civil, Diretoria de Assistência Técnica Integral (CATI) e Fundação de Apoio à Pesquisa Agrícola (Fundag).

Parceria do IAC com a Rural Clima. Para o desenvolvimento desse trabalho, IAC conta com parceria com a empresa Rural Clima que envolve o compartilhamento de dados das estações do Ciiagro para comparação com as previsões. O objetivo é acompanhar as condições climáticas nos campos paulistas. A empresa contribui com a indicação de tendências futuras por meio da previsão do tempo.

Para a agrometeorologista da Rural Clima, Ludmila Bardin Camparotto, a integração entre monitoramento e previsão traz o entendimento sobre como o clima se comportou nas últimas semanas e, principalmente, permite antecipar cenários, apoiando tomadas de decisão mais assertivas no campo.

A parceria também colabora no direcionamento de estudos na área de agrometeorologia dentro do IAC. “Algumas pesquisas estão sendo realizadas em áreas relacionadas à seca e a outros eventos extremos”, afirma Ludmila.

  • Assessoria de comunicação IAC

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