Vivemos numa era onde tudo acontece no clique, diferente dos tempos da internet discada, quando esperar era rotina, hoje basta deslizar o dedo para acessar produtos, vídeos e fazer pagamentos instantâneos. Esse ambiente de alta velocidade moldou a Geração Z, que, segundo uma pesquisa da Cielo, usa o Pix mais do que as gerações anteriores e prioriza o preço sobre a qualidade ao consumir.
Há algumas décadas, quando se conectava usando modem, ver uma imagem demorava: a página carregava aos poucos, era comum ouvir o barulho do “chiado” da conexão. Hoje, no celular, temos vídeos, redes sociais, lojas online – tudo instantâneo, no toque de um dedo. Esse salto tecnológico transformou a forma como nos relacionamos com consumo: pedir algo, pagar e receber virou algo natural e imediato.
Como a pesquisa da Cielo aponta esse comportamento
A Cielo, em parceria com a Expertise/Opinion Box, entrevistou 252 pessoas no Brasil, metade da Geração Z (nascidos entre 1997 e 2010) e metade das gerações X e Baby Boomers. Para entender seus hábitos de pagamento e consumo.
Para 44% da Geração Z, o preço é o critério mais importante na hora de comprar, bem mais do que a qualidade, que ainda pesa mais para as gerações mais velhas. No uso de meios de pagamento, os jovens da Z se destacam: são os que mais usam Pix e carteiras digitais.
Apesar disso, a pesquisa mostra que nem todo consumo da Geração Z é totalmente digital: para supermercados e farmácias, por exemplo, muitos ainda compram em lojas físicas. E eles se preocupa com a experiência: na loja física, reclamam de atendimento; no online, o frete alto e o prazo de entrega são obstáculos reais.
Por que o Pix é chave nesse “imediatismo”
O Pix, pagamento instantâneo criado pelo Banco Central brasileiro, permite transferências 24 horas por dia, o que se alinha perfeitamente com a mentalidade da Geração Z: rápido, prático, digital. Essa velocidade de pagamento reforça o comportamento de consumo imediato: quando o cliente já tem noção de que pode pagar na hora, ele se sente mais confortável em tomar decisões rápidas, especialmente quando o preço é um fator tão dominante.
Para varejistas, especialmente os físicos, isso representa pressão: competir por preço com e-commerces que aceitam Pix e oferecem checkout super rápido pode exigir repensar margens, estoques e canais de venda. Os prestadores de serviço também sentem essa mudança: clientes querem agilidade no agendamento, pagamento instantâneo e expectativa de solução rápida. Quem não digitaliza sua operação ou não adota meios como o Pix pode ficar para trás.
Além disso, há risco de fidelidade baixa: quando tudo é fácil e barato, a troca de marca é mais frequente.
Empresas que quiserem surfar essa onda devem oferecer experiências mais fluidas, tanto no pagamento quanto na compra ou na contratação para capturar esse perfil “desliza para pagar”.

A digitalização do atendimento e do pagamento pode ser um diferencial competitivo: usar QR Code, link de pagamento via WhatsApp ou app próprio pode aproximar esse consumidor da sua marca. Também é importante educar o cliente sobre valor (não só preço): mesmo que a Gen Z valorize preço, isso não significa que ela não valorize qualidade — é preciso comunicar de forma eficiente porque vale mais pagar um pouco mais, se for o caso.
A Geração Z, moldada por décadas de internet rápida e cultura do clique, não comporta mais os atritos tradicionais do consumo: para eles, pagar e comprar deve ser tão imediato quanto abrir um vídeo. A pesquisa da Cielo confirma isso, apontando o Pix como meio favorito e o preço como critério decisivo. Negócios que não se adaptarem a esse novo ritmo podem perder relevância, enquanto os que abraçarem a digitalização e a agilidade têm uma oportunidade real para conquistar esse público.