Talvez em 11 de agosto de 1827 quando os dois primeiros cursos de Direito foram criados no Brasil, em Olinda, no estado do Pernambuco, e na capital São Paulo, não imaginaríamos que no ano de 2025, seriam mais de um milhão e quatrocentos mil advogados por todo o país, de acordo com a Ordem dos Advogados do Brasil.
São tantos profissionais para atuar nos mais diversos segmentos jurídicos, e é bastante trabalho, pois há várias áreas do Direito como: o Civil (família, contratos, responsabilidade civil); Direito Penal (crimes, defesa criminal); Direito Trabalhista (relações de trabalho, causas na Justiça do Trabalho); Direito Tributário (impostos, defesas fiscais); Direito Empresarial (sociedades, falências, contratos comerciais); Direito do Consumidor (relação entre empresas e clientes); Direito Público, Eleitoral (administrativo, constitucional, Direito Ambiental e o Direito do Agronegócio), Direito Digital… enfim, são diversas áreas do Direito.
E assim como em vários temas que regem a humanidade, as pessoas sentem-se meio advogadas sobre determinados assuntos e questões, pois desejam defender seus interesses ou interesses daqueles que gostam. Todo mundo tem o senso de justiça dentro de si. Temos aquele ditado popular: “De médico e advogado, todo mundo tem pouco!”
Fora isso, a advocacia é uma classe muitíssimo importante da sociedade e se você não é um profissional, pode ter um na família ou no círculo de amizade ou precisar de algum em um momento da vida. Por isso que a Constituição Federal afirma que “O advogado é indispensável à administração da Justiça”, de acordo com o Artigo 133. De modo geral, a Advocacia é uma profissão que exige muita dedicação, planejamento, estudo e habilidades de comunicação para lidar com clientes, processos e decisões judiciais, sobretudo, diante da insegurança jurídica do nosso país. O principal desafio é lidar uma a atualização das leis e com a mudança de entendimento dos Juízes (jurisprudência).
Outro ponto, é a concorrência acirrada, diante da grande quantidade de advogados, isso exige que o profissional se destaque pela qualidade do serviço e pela capacidade de atrair e fidelizar clientes.
Advogado precisa saber lidar também com conflitos e situações delicadas dos clientes, o que além do conhecimento jurídico, exige bastante inteligência emocional. (patrimônio, liberdade, questões familiares como guarda de filhos), são os bens mais importantes do ser humano.
Tem um outro ditado que consta: “Ame seu Advogado”, pois ele, depois da sua mãe, é o único capaz de te defender sem acreditar em você. Todos têm direito à ampla defesa, ao contraditório, e isso só feito através de um advogado.
Após 20 anos de carreira, sem nenhuma dúvida, eu optaria pelo Direito novamente se precisasse voltar ao tempo e escolher minha profissão. Desde a minha adolescência, sempre fui muito decido quanto à escolha do Curso. E já logo no início da faculdade, quis a advocacia, nunca pensei em prestar concurso ou seguir outro tipo de carreira.
Assim, aproveito para “falar” aos estudantes que aproveitem ao máximo as aulas, leiam o máximo de livros que conseguirem, façam estágios preparatórios e quaisquer oportunidades que aparecerem, principalmente se puderem se comunicar e apresentarem suas ideias. Para o jovem advogado, aquele que já optou pela profissão, eu diria para, o quanto antes, definir uma área de atuação, e especializar-se, aperfeiçoar-se para tornar-se uma referência e uma autoridade no assunto que escolher. Ser um visionário ao detectar o que ainda não está sendo feito e se destacar.
Eu diria ainda que, na advocacia sempre me pauto em três pilares: o conhecimento jurídico (estudo frequente); a prerrogativa profissional (um bom advogado precisa conhecer as suas prerrogativas para melhor defender os interesses do seu cliente, precisa ser destemido – Advocacia não é profissão para covardes – SOBRAL PINTO) e ter ética (ser um profissional correto e leal – com seu cliente, com o Juiz e com a parte contrária – isso dá CREDIBILIDADE ao advogado.
Talvez lá em 21 de agosto de 1827 já desejassem sim: “Vida longa a todos os advogados!”
João Henrique Caparroz Gomes (é advogado especialista em Agronegócio e sócio fundador do escritório JHC ADV AGRO)



